Primeiro: o que é RPG, de verdade.
RPG, ou Reeducação Postural Global, foi sistematizado nos anos 1980 pelo francês Philippe Souchard a partir do trabalho de Françoise Mézières. A proposta central é tratar o corpo como cadeias musculares — não músculos isolados — usando posturas de alongamento sustentado, ativas e progressivas, normalmente em sessões de uma hora.
É um método com mérito histórico. Foi um dos primeiros a sair da visão segmentar do corpo e olhar para cadeias inteiras. Por décadas representou o estado da arte para muitos quadros posturais.
Por que a Fernanda escolheu não trabalhar com RPG.
A Fernanda não tem formação em RPG e não é por acaso. Para ela, o método — apesar do mérito histórico — chegou a um ponto de obsolescência frente ao que a fisioterapia integral oferece hoje. A leitura é honesta e vale dizer em voz alta:
- O modelo de cadeias do RPG é fechado. A pesquisa em fáscia, tensegridade e cadeias miofasciais avançou — hoje se entende o corpo como uma rede contínua, não como cadeias pré-definidas que se alongam em posturas fixas.
- A sessão é longa e de baixa interação manual. Em quadros complexos, manipulação miofascial, leitura ao vivo e reorganização do movimento entregam mais em menos tempo.
- A repetição de posturas vira protocolo. Pacientes diferentes acabam recebendo variações da mesma sessão. O trabalho que a Fernanda defende é o oposto: cada sessão muda conforme o corpo responde.
- O paciente sai sem entender o próprio corpo. RPG trata; o trabalho integral também ensina. Sair sabendo o que está acontecendo é parte do resultado.
Isso não significa que RPG "não funciona". Significa que, para o tipo de paciente que a Fernanda atende — gente que quer entender, treinar, voltar ao esporte, sustentar a postura sem decorar exercício — existe um caminho mais direto.
"O respeito ao método é histórico. A escolha é técnica: hoje há ferramentas mais finas e mais individualizadas para o mesmo problema."
O que é fisioterapia integral, então.
É o trabalho que a Fernanda construiu ao longo de anos atendendo do atleta de alto rendimento ao paciente com dor crônica. Reúne:
- Avaliação postural e leitura de cadeias miofasciais — o que o RPG fez bem, mas com modelo atualizado
- Terapia manual profunda — liberação miofascial, manipulação articular, trabalho neural
- Reorganização ativa do movimento dentro da sessão — não exercícios para fazer em casa, movimento corrigido ao vivo
- Integração com a rotina do paciente — esporte, trabalho sentado, sono, carga semanal
- Educação corporal — você sai sabendo o que era, por que era, e o que mudou
E o Pilates clínico?
Mesma lógica: ferramenta válida, especialmente para fortalecimento e controle, mas não substitui leitura clínica nem terapia manual. Onde faz sentido, a Fernanda recomenda Pilates como complemento ao tratamento — não como substituto.
Para quem quer entender antes de marcar.
Se você procurou "RPG em Pinheiros" pensando em postura, dor crônica ou retorno ao esporte, vale uma conversa antes de comprometer um pacote de sessões. A primeira consulta é avaliativa — você sai dela sabendo se faz sentido seguir, com qual frequência, e qual o caminho técnico para o seu caso.
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